Super Glau

Ask me anything   Submit   apenas uma trabalhadora carioca que sobrevive, nada e samba na cidade

deasu:

this breaks my fucking heart

perplexa chocada indignada solidária triste

(via desculpeaignorancia)

— há Há 1 mês com 106037 notas
florestadoamazonas:

Petê de Oxum, no Candomblé Casa Branca

Nesta aquarela do pintor Carybé, é reproduzida uma festa em homenagem a Oxum, na qual é servido o  Petê ou Ipetê, um de seus pratos preferidos feito de inhame com camarão cozido no dendê. Vemos uma cena em que o ritual é feito no “barco da Oxum”, uma construção em alvenaria na forma de um barco localizada na entrada do terreiro. Esta cena é significativa, pois se sabe que na África muitos dos capturados que embarcavam para serem vendidos no Brasil como escravos eram obrigados a dar voltas na “árvore do esquecimento” para que perdessem (à força de alguma suposta feitiçaria) seus elos com o passado.
Nesta festa e na aquarela que a retrata, vemos, porém, que as memórias foram aqui reconstruídas ao redor de uma “outra árvore sagrada” (a da lembrança?) plantada dentro do barco. É inevitável, portanto, não comparar esta “embarcação” de Oxum com o navio negreiro do qual parece ser uma antítese. O barco de Oxum, divindade das águas, está “preso” à terra, porém reconstituiu o que foi trazido na mente dos africanos em sua travessia pelas águas do Atlântico. Na proa vemos as quartinhas dos orixás como que sinalizando que com os  homens no barco vieram seus deuses. A força do sagrado aqui surge como forma de resistir à experiência dispersiva do desterro e estabelecer novos diálogos com presente.

florestadoamazonas:

Petê de Oxum, no Candomblé Casa Branca

Nesta aquarela do pintor Carybé, é reproduzida uma festa em homenagem a Oxum, na qual é servido o  Petê ou Ipetê, um de seus pratos preferidos feito de inhame com camarão cozido no dendê. Vemos uma cena em que o ritual é feito no “barco da Oxum”, uma construção em alvenaria na forma de um barco localizada na entrada do terreiro. Esta cena é significativa, pois se sabe que na África muitos dos capturados que embarcavam para serem vendidos no Brasil como escravos eram obrigados a dar voltas na “árvore do esquecimento” para que perdessem (à força de alguma suposta feitiçaria) seus elos com o passado.

Nesta festa e na aquarela que a retrata, vemos, porém, que as memórias foram aqui reconstruídas ao redor de uma “outra árvore sagrada” (a da lembrança?) plantada dentro do barco. É inevitável, portanto, não comparar esta “embarcação” de Oxum com o navio negreiro do qual parece ser uma antítese. O barco de Oxum, divindade das águas, está “preso” à terra, porém reconstituiu o que foi trazido na mente dos africanos em sua travessia pelas águas do Atlântico. Na proa vemos as quartinhas dos orixás como que sinalizando que com os  homens no barco vieram seus deuses. A força do sagrado aqui surge como forma de resistir à experiência dispersiva do desterro e estabelecer novos diálogos com presente.

(via braaazil)

— há Há 1 mês com 8 notas
"Já volto. Cinco minutos.”
Fora a última coisa que dissera ao menino a quem amava mais que tudo no mundo. Agora achava que pudesse ter sido a última coisa que jamais diria a ele.
Clary se lembrava perfeitamente do momento…
A boca de Jace na dela, a única coisa quente em um mundo gelado. A mão envolvendo o anel Morgenstern em seu pescoço.
“O amor que move o sol e todas as outras estrelas…”
Uma parte dela continuava com Jace, flutuando sobre a cidade naquele terraço, os dois sozinhos na metrópole elétrica, fria e brilhante."
Cidade das almas perdidas - Os instrumentos mortais, volume 5, de Cassandra Clare (via galerarecord)
— há Há 1 mês com 22 notas